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Aventuras em teia X Aventuras sequenciadas

 

Um detalhe muito importante a ser considerado quando você escrever sua primeira aventura de RPG, é decidir de que modo as cenas serão construídas. Elas podem ter um encadeamento em teia (ou rede) ou simplesmente serem sequenciadas. Mas o que significam esses termos?

Uma aventura em teia significa que os jogadores podem escolher ter acesso a qualquer cenário dentre aqueles que se apresentarem na história. Entretanto, qualquer que seja a ordem escolhida para se ter o acesso, o resultado final deverá ser sempre o mesmo. No livro RPG na Escola, a aventura Epidemia é um exemplo desse modelo. Logo na primeira cena, os personagens têm acesso a uma série de informações de locais ondem podem obter pistas para solucionar o caso: o necrotério da cidade onde estão os corpos das vítimas, a casa onde as vítimas foram encontradas, os vizinhos que encontraram as vítimas ainda vivas. Os jogadores podem escolher visitar esses locais em qualquer ordem. Em todos eles, encontrarão pistas que ajudarão a elucidar o caso. Inclusive, eles precisarão passar por todas as cenas, pois apenas com as informações obtidas em todas elas conseguirão chegar a alguma conclusão efetiva. Os jogadores podem, até mesmo, decidirem por dividir os personagens para que cada um explore um ambiente. Isso é perfeitamente possível e não raro de acontecer.

Aventuras desse tipo são bastante interessantes pois dá aos jogadores a impressão de que precisam correr contra o tempo, o que gera tensão no grupo. Além disso, eles sentem um ‘falso poder’ dentro da história, no sentido de terem liberdade de ir e vir pelas cenas, de acordo com a vontade dos jogadores. Entretanto, o professor terá um pouco mais de trabalho para preparar a aventura, pois precisará balancear bem cada cena, de forma que as emoções, os riscos, os obstáculos e as pistas possam se fazer presente em cada uma delas, cada uma com suas características próprias. Da mesma forma, caso o grupo se divida durante o jogo (o que é comum nesse tipo de aventura), o professor deverá conduzir as diversas cenas simultaneamente, de modo que os jogadores não fiquem desacompanhados por muito tempo. Porém, isso nem sempre é fácil.

Uma aventura com cenas sequenciadas significa que cada cena se sucede à outra, numa sequência. Não há como os jogadores se movimentarem livremente por várias cenas ou dividirem-se em cenas diversas, a não ser que parte dos personagens permaneça na cena anterior enquanto os demais avançam para a próxima. No livro RPG na Escola, a aventura A Caçada e Zona de Conflito são exemplos desse modelo. Nessas histórias, não há como os personagens visitarem várias cenas simultaneamente, visto que elas aparecem na aventura apenas quando a anterior é completada. Em Zona de Conflito, por exemplo, os personagens seguem um caminho. Precisam passar pela equipe inimiga de reconhecimento antes de chegarem ao posto inimigo avançado. E somente depois de atingir o objetivo do posto avançado é que conseguem chegar no acampamento inimigo. Não há como alterarem esse ciclo nem como abordar essas cenas simultaneamente. O jogador está ‘preso’ à sequência da aventura que vai sendo narrada a critério do mestre.

Aventuras desse tipo trazem uma segurança ao professor, visto que ele tem a garantia de que uma cena será vivenciada após a outra, minimizando as chances de precisar narrar cenas diferentes simultaneamente.

Seja qual for o tipo de aventura escolhida, o sucesso dependerá apenas da capacidade do mestre em envolver os jogadores no enredo e no cenário da aventura. Lembre-se, sempre, de uma regra importante sobre o RPG: Quando lidamos com a imaginação, nada é previsível e o improvável acontece!

 

 

No próximo post, como você pode organizar seus alunos para sua primeira experiência com o RPG dentro da sala de aula?

 

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